Campo de Refugiados


2º DROP's de Teoria

“O mundo bate do outro lado da minha porta” (199), assim a casa é refúgio, o lugar de isolamento, mas também o lugar da segurança da proteção contra o indesejável (“feche a porta do seu quarto por que se toca o telefone pode ser alguém, com quem você quer falar por horas e horas e horas...”), proteção da intimidade (“o que você faz quando ninguém te ver fazendo, o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?”), a proteção física contra o frio, o calor, a chuva o inimigo. Essência de nossas vidas se encontra na casa, no lar e isso explica a insistência de moradores de áreas consideradas de risco em permanecer em suas casas ou a tristeza sem precedentes das 173 famílias que moravam no prédio que desabou no Rio de Janeiro, Palace II, em fevereiro de 1998. As reportagens mostravam os moradores catando “partes de suas vidas” nos escombros. E assim por mais insegura que seja a casa ela desencadeia em nós o “devaneio da segurança”, e o ninho dos pássaros é uma excelente imagem, pois mesmo precário “o pássaro construiria seu ninho se não possuísse seus instinto de confiança no mundo? (...) Nossa casa, compreendida em seu poder onírico, é um ninho no mundo. Viveremos dentro dela com uma confiança inata, tão verdadeiramente participamos, em nossos sonhos, da segurança de nossa primeira morada. Para viver essa confiança tão profundamente registrada em nosso sono, não temos necessidade de enumerar as razões materiais da confiança.” (BACHELARD 1984:264)

Escrito por Talibã vivo às 15h46
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Terminal de Ônibus do Papicu - Não-lugar



Escrito por Talibã vivo às 15h40
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